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IBGE analisa ritmo de retomada do varejo

Segundo instituto, apenas com resultados de maio para avaliar impactos da paralisação


Com dois meses seguidos de crescimento na faixa de 1%, as vendas do varejo brasileiro mostraram uma melhora no ritmo de retomada e um desempenho menos errático nos meses de março e abril, apontou Isabella Nunes, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

De acordo com os dados divulgados pelo IBGE, as vendas do varejo avançaram 1% em abril, seguindo avanço de 1,1% em março, na série com ajuste sazonal. O dado do terceiro mês de 2018 foi revisado para cima originalmente, foi divulgada uma alta de 0,3%. A mudança ocorreu após a incorporação de novas informações sobre a receita de empresas. "Tínhamos meses de alta do varejo seguidos de meses de queda ou pouco crescimento. Era um dado mais volátil. Foi o primeiro par de meses que o varejo se mantém em um ritmo de recuperação", disse Isabella.

 

"Os dados mostram uma melhora do ritmo de retomada, embora ainda não recuperem as perdas de 2015 e 2016. O varejo ainda está 6% abaixo do ponto mais alto da série histórica, de outubro de 2014. Mas essa distância está diminuindo e no caminho para eliminar as perdas passadas", acrescentou.

 

Segundo Isabella, o desempenho do varejo em março e abril está ligado ao comportamento benigno da inflação e ao crédito mais barato, com a queda da taxa básica de juros. Ela lembra que, apesar da perda de ímpeto do mercado de trabalho, a massa salarial se manteve nos últimos meses.

 

Greve dos caminhoneiros 

 

A gerente reconhece que a greve dos caminhoneiros deve ter impacto no varejo, mas diz que será preciso aguardar a divulgação dos resultados de maio para quantificar esses efeitos. Ela lembrou que a pesquisa é feita com base na receita bruta informada pelas empresas por meio de formulários online. "A greve dos caminhoneiros vai bater em maio. Qualquer evento com impacto na economia influencia o comércio. Todos os segmentos devem sentir, mas vale lembrar que hipermercados têm peso grande na pesquisa e foi um dos mais afetados, juntos combustíveis", disse Isabella.




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