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Lojas demoram para entregar

Não existem normas específicas que determinem tetos para prazo de entrega e valor de entrada


Comprar móveis em Campo Grande (MS) pode exigir paciência na espera pela entrega do produto. Algumas lojas chegam a demorar 60 dias depois da compra para realizar a entrega, o tempo de espera depende do estoque e da necessidade do cliente em alterar algum detalhe. Segundo as normas que regem as leis de consumo, não há problemas nesse prazo, desde que tudo esteja no papel.

 

“Os meus produtos sob medida já têm um prazo padrão de 40 dias úteis, mas eu normalmente entrego antes. Peço um pouco mais de tempo para não ter problemas. Quem compra produtos da linha mais alta, já está acostumado”, diz Rafael Rotta, dono da loja Portal Itatiba. Rafael ainda explica que móveis com detalhes artesanais levam mais tempo para serem feitos e que, nesses casos, a espera pode ultrapassar dois meses.

 

Na Móveis Casa Verde, o tempo de espera depende do cliente. O gerente Miguel Ventura explica que se o cliente escolhe um item semelhante ao do mostruário e com disponibilidade de estoque, recebe em casa em até dez dias. Se o cliente optar em mudar algumas características, a demora chega a dois meses por conta da fabricação.

 

A espera é menor para clientes de lojas mais populares. Fábio de Jesus Barbosa, gerente da Ricardo Eletro na Rua 14 de Julho, afirma que só vende produtos que tem a pronta entrega, seja no mostruário ou no estoque. Dessa forma, o cliente espera de sete a dez dias úteis, tempo necessário para que a empresa organize o transporte.

 

O que diz a lei

Segundo o superintendente do Procon, Marcelo Salomão, não existe na legislação normas específicas que determinem tetos para o prazo de entrega e tampouco para valores de entrada. A orientação que ele dá aos clientes das lojas de móveis é sempre exigir algum documento que comprove a negociação e transação.

 

Neste documento devem constar os prazos de entrega, valores de entrada e formas de pagamento, que também não têm regras específicas. Por tanto, as empresas podem exigir, por exemplo, uma entrada mesmo com prazos de entrega longos. “Não se deve comprar absolutamente nada sem ter um contrato ou documento que comprove o pagamento e o prazo de entrega. Pode ser uma nota de compra onde esteja estipulado, caso contrário fica refém do fornecedor”, afirma Salomão.

 

Com informações do Campo Grande News




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