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Marcenaria como hobby
Profissionais de outras áreas buscam na marcenaria desenvolver
habilidades pessoais, terapia e momentos de prazer
Da
REDAÇÃO
- Curitiba (PR)
A
marcenaria, cada vez mais, vem ganhando adeptos. E
não só no ramo profissional – muitos buscam a área
como um hobby, uma terapia para fugir do stress do
dia a dia. Foi esse um dos motivos que levou André Campos,
economista por formação e diretor comercial da Oracle Alta
Tecnologia, a abrir a Confraria da Madeira, local que oferece
cursos com o foco no hobby. Paulista, há 6 anos residente em
Porto Alegre, se mudou para capital e, quando foi a procura
de algo parecido com o que frequentava em São Paulo, não
encontrou. “Até cheguei a pesquisar na internet, corri atrás pra
ver se existia algo semelhante por aqui, e não encontrei nada”,
diz. Foi então que percebeu a oportunidade de abrir o negócio.
Antes de criar o empreendimento, conversou com parceiros e
realizou uma pesquisa de mercado para ver se havia público na
cidade e como Porto Alegre reagiria a um curso deste tipo. Com
o resultado, perceberam que seria viável abrir a Confraria da
Madeira e em abril de 2012 iniciaram os cursos.
Além de trazer um aprendizado 100% prático, tem um ensino
seguro e, ao mesmo tempo, individualizado. “Deixamos as
pessoas livres para frequentarem quando elas puderem a
Confraria. É totalmente flexível. E é seguro porque temos
instrutores auxiliando no contato com as máquinas”, explica.
Para ele, outro atrativo é o espaço físico do local que, além de
possuir licenciamento ambiental, é totalmente adaptado para a
prática da marcenaria.
Quando perguntado sobre quais os principais objetivos das
pessoas buscarem os cursos, Campos responde: “Ainda é um
misto de curiosidade junto a visão de que a marcenaria é uma
terapia, algo que desestresse da rotina do dia a dia”, explica.
O economista conta que os participantes dos cursos são, em
geral, profissionais liberais de 30 a 50 anos que enxergam a
marcenaria como algo curioso, ou que já teve algum contato
com a marcenaria na infância, que querem ver se podem largar
a profissão para fazer marcenaria. Por outro lado, há também
uma procura dos aposentados, e outra fatia pequena daqueles
que já tem um negócio com marcenaria e querem alavancar
ainda mais ou aqueles que enxergam a marcenaria como um
mercado potencial.