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Vendas sobem 11,4% em agosto

Chama atenção a recuperação de estados como Pernambuco e Bahia, principalmente em receita de vendas


Em agosto de 2017, o volume de vendas do comércio varejista nacional recuou 0,5%, enquanto a receita nominal teve variação de -0,1%, ambos frente a julho, na série com ajuste sazonal. A queda no volume de vendas ocorreu após quatro meses de crescimento, período em que houve um ganho acumulado de 2,1%.  Em relação a agosto de 2016, o volume de vendas avançou 3,6%, quinta taxa positiva consecutiva nesta comparação. O acumulado no ano foi de 0,7%. O acumulado nos últimos 12 meses permanece negativo (-1,6%), mas reduzindo o ritmo de queda, pois este foi o recuo menos intenso desde agosto de 2015 (-1,5%).

 

A atividade de Móveis e eletrodomésticos respondeu pela principal participação positiva no total do varejo com crescimento de 16,5% no volume de vendas, em relação a agosto do ano passado, sendo essa a quarta taxa positiva consecutiva nessa comparação. Em termos acumulados, os resultados foram: 8,0% para os oito primeiros meses do ano e 0,8% para os últimos 12 meses. Além da influência de uma base deprimida de comparação, o comportamento positivo do setor vem sendo influenciado pela redução da taxa média de juros no crédito às pessoas físicas e a manutenção da massa real circulante na economia.

 

Analisando o item móveis e eletros separados, o resultado de móveis não é tão expressivo, mas também é positivo, considerando que a alta chegou a 11,4% em volume de vendas ante 18% dos eletros. Em receita nominal de vendas o índice foi um pouco maior: 11,8% enquanto os eletros registraram 12%.

 

Chama atenção a recuperação de estados como Pernambuco e Bahia. Em volume de vendas em agosto, a alta chegou a 18,2% e 28,7%, respectivamente. E foi ainda melhor nos resultados de receita nominal de vendas com 22,9% em Pernambuco e 31,0% na Bahia. O ponto fora da curva é o Ceará com queda de 22,2% em volume e 21,6% em receita nominal de vendas.

 

Na região Sudeste, que responde por 50,5% do consumo no País, destaque para o Espírito Santo, com alta de 84,5% em volume e 82,3% em receita nominal. São Paulo, o maior mercado com 28,6% do total nacional, registrou alta em agosto de 24,4% em volume e 25,9% em receita nominal de vendas.

 

O Sul, que responde por 17,2% do potencial de consumo nacional, teve os piores resultados em agosto com quedas no Paraná (-24,7%), em Santa Catarina (-22,2%) e Rio Grande do Sul (-12,3%) em volume de vendas.

 

No acumulado de janeiro a agosto, o volume de vendas de móveis aumentou 8,1% fechando os últimos 12 meses com elevação de 1,1%. A última vez que o acumulado de 12 meses fechou no positivo foi em junho de 2015 (8,9%).

 

Veja abaixo o quadro com a variação de volume de vendas de móveis em agosto e nos últimos seis meses:




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