Ambientação ganha força como estratégia no varejo de móveis

Com informações disponíveis a poucos cliques, o ambiente presencial passa a apostar em estímulos que vão além do produto

Créditos: ljubaphoto / iStock
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Por muitos anos, colocar os móveis em um espaço de loja e distribuí-los por setores era suficiente para atrair clientes. Com o passar dos anos, as exigências foram mudando, e os lojistas precisaram começar a criar ambientes mais chamativos e decorados para uma melhor visualização.

Hoje, com o amplo acesso à internet, muitos consumidores já chegam a uma loja sabendo o que querem e, na maioria das vezes, com preços e valores pesquisados e comparados aos de outras lojas.

Essa mudança na forma de comprar móveis leva os lojistas a transformar seus espaços em ambientes mais acolhedores, chamativos e capazes de conquistar o consumidor.

 

O que mudou na jornada de compra de móveis?

Aplicativos, descontos, cupons e até o uso de Inteligência Artificial já fazem parte do dia a dia de quem quer comprar. A busca pelo produto antes de ir a uma loja vem se tornando uma realidade para muitas pessoas e, atualmente, essa é uma das etapas mais importantes para os consumidores.

O estudo CX Trends 2026 mapeou questões que envolvem as experiências de clientes por todo o Brasil. Nesse levantamento, 56% dos consumidores dizem recorrer a sistemas de busca antes de tomar qualquer decisão de compra. 49% entram diretamente em sites de reclamações, e 48% leem comentários de outras pessoas que compraram aquele produto.

Durante suas buscas, quando os clientes encontram o mesmo produto com dois preços diferentes, 54% afirmam que o que determina a decisão final de compra não é o desconto em si, mas sim a experiência anterior que tiveram com a empresa.

Os dados mostram que tanto a confiança quanto um bom atendimento e a renovação do espaço da loja podem influenciar a decisão de compra, principalmente quando se trata de uma loja de móveis. Primeiro, porque o ticket médio costuma ser mais alto, o que pode tornar a decisão de compra mais difícil devido à confiança no estabelecimento e à qualidade.

Em segundo lugar, porque, quando os móveis estão bem expostos em um espaço iluminado e convidativo, fica mais fácil para o cliente visualizar aquele objeto em sua própria casa e transformar essa percepção em um desejo de compra.

Leia: Consumidor já não separa mais a loja física para comprar pela internet

 

Como criar uma experiência que vai além da exposição dos produtos?

Na proposta de unir o que os clientes procuram hoje com a apresentação presencial dos produtos, as lojas têm se adequado quanto à organização, ao catálogo e à criação de espaços.

Em vez de espalhar o mobiliário disponível sem nenhuma ordem ou organização, lojas simulam ambientes decorados e criam espaços que ajudam o consumidor a visualizar os móveis em uso. Essa disposição permite ainda criar vendas em conjunto.

Além disso, o ambiente precisa ser acolhedor, confortável e ter estímulos visuais e sensoriais que façam as pessoas que passam por ali se lembrarem daquele espaço. Nesse conceito, elementos como uma iluminação comercial e borrifar cheiro pelo ar ajudam a construir uma experiência mais completa para quem visita o espaço.

A loja física tem o diferencial de criar experiências únicas e exclusivas. Os vendedores têm papel fundamental nessa etapa, seja oferecendo orientação durante a escolha, ofertando novos móveis ou simplesmente fazendo um bom atendimento.

Quem procura um espaço de loja atualmente está interessado justamente nessa interação humana, algo que o ambiente digital não é capaz de oferecer.

 

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