Ao comprar um colchão estamos comprando um terço da própria vida
Ari Bruno Lorandi faz um questionamento: “O que as pessoas realmente levam para casa quando compram uma cama?”
Nessa edição do Cá Entre Nós, Ari Bruno Lorandi faz uma afirmação muito importante sobre o que os colchões representam: um terço das nossas vidas. Ele fala sobre a busca por inovações, mas deixa um questionamento: “O que as pessoas realmente levam para casa quando compram uma cama?”. O próprio apresentador lembra que a resposta, claramente, não é um conjunto de molas ensacadas, espuma de alta performance, muito menos um tecido premium.
“O que elas levam para casa é um dos lugares mais importantes de suas vidas. A cama é o primeiro lugar que vemos ao acordar e o último que vemos antes de dormir. É onde termina um dia difícil. É onde começa um novo dia cheio de possibilidades. É onde as crianças correm quando têm medo de uma tempestade. Onde os pais contam histórias. Onde casais conversam sobre sonhos, planos e preocupações. Onde alguém se recupera de uma doença. Onde o corpo se recompõe depois de um dia exaustivo. Onde a mente encontra silêncio depois de horas de ruído. A cama é um dos poucos lugares do mundo onde as pessoas conseguem baixar a guarda”, afirma Lorandi.
E o apresentador segue falando que é curioso perceber que passamos aproximadamente um terço de nossas vidas sobre um colchão e, ainda assim, muitos profissionais do setor continuam vendendo apenas características técnicas.
“Falamos sobre espuma.
O consumidor pensa em descanso.
Falamos sobre suporte.
Ele pensa em acordar sem dor.
Falamos sobre tecido.
Ele pensa em conforto.
Falamos sobre tecnologia.
Ele pensa em qualidade de vida.
Talvez a maior transformação da indústria colchoeira nos próximos anos não esteja em uma nova espuma ou em uma nova mola.
Talvez esteja na forma como passaremos a enxergar o que realmente vendemos.
Porque colchões não são apenas produtos.
São plataformas de recuperação.
São espaços de acolhimento.
São territórios de afeto.
São lugares onde nascem conversas importantes, decisões difíceis, reconciliações, sonhos e recomeços.
E talvez seja exatamente por isso que o mercado de colchões esteja mudando tão rapidamente.
As pessoas estão descobrindo aquilo que a ciência já sabe há muito tempo: dormir bem não é luxo.
É saúde.
É equilíbrio.
É qualidade de vida.
No final das contas, a indústria não vende apenas colchões.
Ela vende o lugar onde o corpo descansa.
Onde a mente se reorganiza.
Onde o amor acontece.
E onde, silenciosamente, a vida continua sendo construída todos os dias”.
O comentário completo você confere no player acima.
NOTÍCIAS
TST mantém multa à Ortobom por ausência de mulheres na chefia
"A decisão do TST contra a Ortobom abre uma discussão muito maior do que a questão de gênero. O que está em jogo é o limite entre combater a discriminação e punir empresas com base em resultados estatísticos. Afinal, uma companhia deve ser julgada pelos critérios que utiliza para promover seus profissionais ou pela fotografia final dos cargos que ocupa?
Se a meritocracia continuar sendo o princípio que orienta a ascensão profissional, o foco deveria estar na existência – ou não – de barreiras ao acesso, e não necessariamente na composição numérica das lideranças. O risco de decisões como essa é criar um ambiente em que empresas passem a se preocupar menos em escolher os melhores profissionais e mais em justificar ao Estado o resultado de suas escolhas. Combater discriminação é indispensável. Mas substituir mérito por metas implícitas de representação também pode criar mais distorções.
A grande questão é: "Se uma empresa pode ser condenada por não conseguir explicar um resultado estatístico, estamos diante de uma proteção necessária contra discriminações invisíveis ou de uma ampliação do poder do Estado sobre decisões empresariais legítimas?"
leia: O que este móvel que vamos lançar acrescentará na vida das pessoas?
Chegaram os números de 2024. O que eles nos dizem?
Os números oficiais de 2024, divulgados nesta quarta, 24, na Pesquisa Anual da Indústria, ajudam a derrubar algumas narrativas simplistas sobre o mercado de móveis e colchões. Quando olhamos para onde o dinheiro efetivamente foi gasto, percebemos que o consumidor continuou investindo na casa, mas de forma mais seletiva e racional.
Os armários residenciais lideraram as vendas, seguidos pelos móveis planejados para cozinhas. Isso mostra que o brasileiro continua disposto a gastar quando enxerga funcionalidade, organização e aproveitamento de espaço. Não é apenas uma questão de consumo. É uma questão de valor percebido.
Nos estofados, sofás e poltronas mantiveram posição de destaque, reforçando a importância do conforto e da convivência dentro de casa. Já no segmento de colchões, os modelos de molas lideraram o faturamento, sinalizando uma busca crescente por produtos de maior qualidade e desempenho.
O dado mais interessante, porém, está nas entrelinhas. Os segmentos que mais se destacaram foram justamente aqueles de maior valor agregado. Planejados, estofados e colchões premium avançaram mais do que as categorias mais básicas. Em outras palavras, o mercado não premiou quem vendeu mais barato. Premiou quem conseguiu entregar mais valor.
Assista ao programa completo clicando no player acima.
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