E-commerce pode faturar R$ 13,3 bilhões na Black Friday 2026

Pesquisa aponta expectativa para as vendas digitais em novembro, após crescimento de 27,3% no faturamento em 2025

Imagem: Reprodução
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Estudo aponta aumento de 20,7% no faturamento do e-commerce durante o período da Black Friday, em comparação a 2025. A estimava é de que o comércio digital fature R$ 13, 3 bilhões, de acordo a projeção da Confi, feita por meio de sua solução de inteligência de mercado Neotrust, em colaboração com E-Commerce Brasil.

O levantamento de dados, realizado com mais de 7 mil lojas parceiras, estima a venda de 69,4 milhões de produtos no período e um crescimento de 21% em 11 de novembro, com faturamento de R$ 3,17 bilhões no dia, ficando atrás apenas da Black Friday.

O consumidor não espera mais a Black Friday

Em 2025, o mês de novembro faturou R$46,98 bilhões, um aumento de 27,3%, concentrando na Black Friday apenas 23,5% do faturamento total do mês, indicando como os consumidores estão atentos ao mercado durante todo período.

Segundo Bruno Pati, CEO do E-commerce Brasil, o varejo deve estar atento à disputa, porque antecipar demais pode pressionar o consumidor, enquanto esperar demais pode significar que o orçamento dos clientes já esteja comprometido, tornando a escolha do momento certo determinante para o resultado.

Léo Bicalho, head da Neotrust, destaca que o consumidor ainda aguarda o período da Black Friday para realizar as compras de valores altos, seja por uma questão cultural, pela expectativa de que o varejo ofereça mais promoções, seja por fatores econômicos, como o recebimento do 13º salário, que pode aumentar a disposição do consumidor para investimentos mais altos. O executivo, no entanto, alerta que as compras planejadas ao longo do ano e o endividamento das famílias podem pesar sobre as vendas deste ano.

Queda do tíquete médio

Com o e-commerce registrando um faturamento de R$ 322,6 bilhões entre janeiro e setembro, chama a atenção o crescimento de 34,9% no número de pedidos dos consumidores, totalizando 1,2 bilhão. Esse movimento resultou na queda de 13,4% no tíquete médio, de R$ 309,70 para R$ 268,20, e no recuo de 1,9% do preço médio, para R$ 138.

Pedro Chiamulera, CEO da Confi, afirma que isso exige outra estratégia do comércio com os consumidores.

 “Preço continua relevante, mas planejamento de estoque, comunicação, experiência, logística e capacidade de trabalhar diferentes momentos de compra se tornam igualmente determinantes para capturar esse crescimento”, afirma.

No Brasil, a liderança das vendas no e-commerce está concentrada na região Sudeste, com 58,3% do total, somando R$ 187,3 bilhões e um aumento de 18,1%. O crescimento mais expressivo foi registrado pela região Norte, com alta de 22,2%. O Centro-Oeste apresentou aumento de 16%, o Sul, de 14,9%, e o Nordeste, de 14%.

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Varejo cresce no terceiro trimestre

De acordo com o Índice do Varejo Stone (IVS), em comparação com o mesmo período do ano passado, o terceiro trimestre de 2026 apresentou crescimento de 6,3%, com alta de 1,6% em relação ao segundo trimestre deste ano. O setor moveleiro apresentou aumento de 1,1% em comparação com ao trimestre do ano anterior e, em setembro, cresceu 0,9% em relação a agosto.

Na comparação anual, o maior crescimento do varejo nacional em setembro foi registrado na região Norte, com 10,2%, seguida pelo Nordeste, com 6,1%; pelo Sul, com 4,4%; pelo Sudeste, com 3,9%; e pelo Centro-Oeste, com 3,4%.

Os estados que apresentaram os maiores crescimentos foram Roraima, com 19,6%; Acre, com 13,9%; e Amazonas, com 12,1%. São Paulo registrou alta de 5,2%, e o Rio Grande do Sul, de 2,8%. Mato Grosso foi o único estado a apresentar retração, de 1,9%.

Durante o período da Black Friday, o varejo deve ficar atento. Segundo apontamento da Stone, as vendas de produtos de primeira necessidade crescem, enquanto os limites de crédito diminuem, dificultando as vendas em setores que dependem de financiamento.

Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, destaca que o crescimento do varejo continua disseminado pelo país, em ritmos diferentes.

“Essas diferenças refletem características próprias de cada mercado, mas, de forma geral, o cenário continua marcado pela combinação entre uma renda que sustenta a demanda e condições de crédito que ainda dificultam uma recuperação uniforme entre os setores”, afirma o economista.

 

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