“Empresa de colchões” é alvo de operação contra lavagem do tráfico
Investigação da Polícia Civil de SC aponta movimentação de R$ 1,1 bilhão do tráfico de drogas

Uma empresa que se apresentava como comerciante de colchões tornou-se alvo de uma megaoperação da Polícia Civil de Santa Catarina por supostamente integrar um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. Segundo reportagem do Jornal Razão, baseada em informações da Polícia Civil, a organização criminosa teria movimentado cerca de R$ 1,1 bilhão utilizando a empresa como fachada para ocultar recursos ilícitos.
Batizada de Operação Tela Oculta, a ação mobilizou aproximadamente 200 policiais civis para cumprir 32 mandados de prisão e 80 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Durante as diligências, foram apreendidos uma tonelada de maconha, cerca de 30 quilos de cocaína, um fuzil e documentos considerados relevantes para a investigação.
Empresa teria operado como "financeira" do tráfico
De acordo com as investigações, embora registrada formalmente como empresa do setor colchoeiro, a companhia seria utilizada para receber e dar aparência de legalidade aos valores obtidos pelo tráfico de drogas. Segundo o delegado Marcos Fraile, da Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Palhoça, o estabelecimento funcionava, na prática, como uma espécie de "financeira" da organização criminosa.
A Polícia Civil também apura a utilização de pessoas que emprestavam seus nomes para abertura e movimentação das empresas, caracterizando o uso de "laranjas" no esquema investigado.
Investigação continua
Além das prisões e apreensões realizadas, a Justiça autorizou a quebra dos sigilos bancários de 22 pessoas físicas e oito pessoas jurídicas supostamente ligadas ao grupo. A operação segue em andamento, e as autoridades ainda contabilizam o total de bens bloqueados e o número definitivo de presos.
Importante:
Caso não tem relação com a indústria colchoeira
Até o momento, não há qualquer indicação de envolvimento de fabricantes ou varejistas legítimos do setor de colchões. Segundo a Polícia Civil, a empresa investigada apenas utilizava a atividade comercial como fachada para movimentar recursos de origem criminosa.
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