As empresas que terão futuro não serão as que abandonarem sua história

Lorandi faz uma análise crítica sobre os novos gestores que esquecem da bagagem cultural que levou a empresa ao sucesso

Ari Bruno Lorandi traz ao Cá Entre Nós dessa semana uma análise crítica sobre os novos gestores que assumem as empresas e tentam implementar políticas modernas esquecendo de toda a bagagem cultural que permitiu o sucesso do negócio. “Crescimento não pode significar rompimento com a própria essência”, decreta o apresentador.

Lorandi dá exemplos de gestores que chegaram aos cargos, principalmente em empresas familiares, acreditando que “modernizar significa apagar formar, substituir valores e desconstruir tudo aquilo que levou décadas para construir reputação, conexão emocional e confiança com o consumidor”. Ele começa pela Casas Bahia, que deixou de entender o Brasil popular que Samuel Klein conhecia como poucos. “Ao tentar se transformar em algo que não era, perdeu identidade, proximidade e força cultural”, afirma.

“A Tok&Stok talvez seja um dos casos mais emblemáticos. A marca não vendia apenas móveis. Vendia conceito, experiência, desejo, estilo de vida. Quando a lógica financeira passa a comandar sozinha e a cultura original deixa de importar, o risco é transformar marcas únicas em operações genéricas. 

E aqui está o ponto mais importante: empresas com legado não sobrevivem apenas por eficiência operacional.

Elas sobrevivem porque carregam propósito, identidade, linguagem, cultura, visão de mundo e conexão emocional com as pessoas. 

Modernizar é necessário. Evoluir é obrigatório. Mas destruir a essência para parecer “novo” costuma ser o caminho mais rápido para perder justamente aquilo que tornava a marca relevante.

O comentário completo você confere no player acima.

O EDITORIAL

Essa edição do 10 Minutos com Ari Bruno Lorandi tem como novidade a estreia do quadro “O Editorial”, que oferece ao telespectador a opinião da Móveis de Valor sobre os temas mais polêmicos que ocorrem no setor. O tema que abre essa edição é a Lei Estadual nº 22.967, do Paraná, que obriga fabricantes e lojistas a recolherem o colchão usado na casa do consumidor, de graça, no ato da entrega de um produto novo.

Assista ao Editorial no player acima.

leia: A inteligência artificial realmente confia no que a sua marca diz?

NOTÍCIAS

Um balanço para ser esquecido

A Unicasa começou 2026 acumulando sinais preocupantes. Receita em queda, prejuízo maior, margens pressionadas, retração nas exportações e avanço expressivo do endividamento formam um conjunto que acende alerta sobre o ritmo da operação neste início de ano. 

O dado mais sensível talvez esteja justamente na deterioração financeira. Em apenas 12 meses, a dívida bruta saltou de R$ 85,4 milhões para R$ 133,1 milhões, enquanto a relação dívida líquida/EBITDA avançou para 12,8 vezes. 

Mesmo mantendo investimentos e reforçando sua estrutura comercial, a companhia entra em 2026 diante de um cenário que exige atenção redobrada, principalmente em um mercado que continua pressionado tanto no varejo quanto nas exportações.

Se a China assusta o G7, imagine o que fará no Brasil

Enquanto Estados Unidos, Europa e países do G7 discutem medidas para conter o avanço industrial da China, o Brasil segue praticamente sem uma política efetiva de proteção para setores como móveis e colchões. Um relatório da Câmara de Comércio dos EUA alerta que a estratégia industrial chinesa já ameaça US$ 650 bilhões em exportações das economias mais desenvolvidas do mundo. Se a China já está pressionando os maiores polos industriais do planeta, imagine o impacto sobre a indústria brasileira, que enfrenta juros elevados, custo de produção alto e baixa competitividade estrutural.

Nas cozinhas sofisticadas sempre falta alguma coisa

Nas cozinhas de alto padrão, já não basta ter forno inteligente, adega climatizada e ilha gourmet. A nova “necessidade indispensável” da vez é a gaveta aquecida - porque aparentemente servir o prato alguns graus abaixo do ideal virou um drama intolerável nas casas mais sofisticadas. O detalhe é discreto, elegante e perfeito para quem gosta de transformar até o café da manhã em uma experiência digna de restaurante estrelado.

O 10 Minutos com Ari Bruno Lorandi está disponível na íntegra no player acima.

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