Mobiliário pet avança no design e passa a integrar os interiores da casa
Linha Jaci mostra como peças para cães e gatos ganham materiais, desenho e acabamento do mobiliário convencional

O crescimento do universo pet começa a produzir reflexos também no desenho dos móveis. Camas, abrigos e outros produtos destinados aos animais deixam gradualmente a aparência de acessórios isolados para assumir linguagem, materiais e acabamentos capazes de dialogar com o restante da casa.
Essa é a proposta explorada pela Xerimbabo na Linha Jaci, coleção de mobiliário destinada a cães e gatos de pequeno porte. Em vez de tratar a peça pet como elemento acrescentado posteriormente ao ambiente, os produtos foram concebidos para participar da composição dos interiores, considerando arquitetura, escala e relação com os demais móveis.
A coleção reúne três modelos – Calen, Velun e Lorien – e utiliza materiais já presentes no repertório do mobiliário residencial, como lâmina de madeira certificada, madeira maciça e palha natural em trama sextavada.
A escolha ajuda a aproximar uma categoria tradicionalmente dominada por produtos essencialmente funcionais do universo da decoração e do design.
O móvel do pet entra na decoração
A mudança é relevante porque acompanha outra transformação dentro das residências: os animais passaram a ocupar praticamente todos os ambientes da casa. Com isso, produtos destinados a eles ficam permanentemente expostos e também passam a interferir na composição visual dos espaços.

Na Linha Jaci, cada modelo explora de maneira diferente a combinação de superfícies, vazios e volumes. A Calen privilegia linhas horizontais e planos contínuos; a Velun trabalha profundidade e contraste entre madeira e planos internos; enquanto a Lorien utiliza uma composição mais assimétrica, alternando áreas fechadas e vazadas.
As próprias imagens da coleção reforçam essa intenção. A Casa Velun, por exemplo, aparece ao lado da cama como parte do conjunto do dormitório, assumindo também uma função visual semelhante à de um móvel auxiliar.
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Materiais aproximam dois mercados
Outro sinal dessa aproximação está nas possibilidades de acabamento e personalização.
Os modelos podem receber acabamento acetinado ou poliéster brilhante, diferentes tipos de apoio e bases elevadas. Para os animais, são utilizadas almofadas em espuma D28 soft com capas removíveis em tecido pet friendly.
A palha natural, por sua vez, deixa de ser apenas um componente funcional e passa a funcionar como elemento de desenho, criando contraste e transparência entre os planos de madeira.
Mais do que um lançamento específico, a proposta chama atenção para uma nova possibilidade dentro do mercado moveleiro. Se o animal já faz parte da dinâmica da residência, seu mobiliário também começa a ser pensado como parte dela.
É uma mudança aparentemente pequena, mas que abre espaço para designers e fabricantes explorarem uma categoria situada justamente na interseção de dois mercados relevantes: móveis e universo pet.
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