Números mostram que a indústria de móveis ensaia uma retomada
A evolução do emprego, da renda e do crédito continuará sendo determinante para transformar os sinais de melhora

A produção física da indústria moveleira brasileira segue em terreno negativo em 2026, mas os dados mostram uma trajetória de recuperação ao longo dos primeiros meses do ano. Em janeiro e fevereiro, o setor acumulava retração de 7,3% frente ao mesmo período de 2025. Em março, a queda foi reduzida para 1,6%, encerrando abril com recuo de 1,5% no acumulado do ano. O resultado sugere uma melhora gradual da atividade, embora ainda insuficiente para recuperar as perdas registradas no início do período.
Na comparação mensal com igual mês do ano anterior, março foi o principal destaque, com crescimento de 9,9%, interrompendo uma sequência de resultados negativos. Em abril, entretanto, o setor voltou a registrar ligeira queda de 1,2%, indicando que a recuperação ainda ocorre de forma irregular.
A análise de longo prazo mostra um cenário um pouco mais favorável. O indicador acumulado em 12 meses passou de retração de 3,7% em fevereiro para queda de 2,8% em abril, sinalizando que o pior momento parece ter ficado para trás. Ainda assim, a indústria moveleira continua operando abaixo dos níveis observados há um ano.
No segmento de colchões, a situação permanece mais desafiadora. O acumulado do ano registrou queda de 2,5% até abril, enquanto o indicador de 12 meses aponta retração de 6,3%. Apesar de uma reação expressiva em março, com alta de 7,9% sobre igual mês de 2025, o desempenho do setor ainda reflete um ambiente de demanda mais contida e recuperação lenta do consumo de bens duráveis.
Em síntese, os números mostram que a indústria de móveis começa a ensaiar uma retomada, mas ainda busca consolidar uma trajetória consistente de crescimento. A evolução do emprego, da renda e do crédito continuará sendo determinante para transformar os sinais de melhora em expansão efetiva da produção.
Veja todos os dados no infográfico:

Carregando categorias...

Comentários0
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro.