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Michael quer destituir presidente do conselho da Casas Bahia

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Imagem: Divulgação/Casas Bahia
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A Casas Bahia recebeu o pedido de convocação de uma assembleia extraordinária geral (AGE) pelo acionista Michael Klein e pela TWINSF Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado, detentores de 9,49% do capital social total da companhia, para propor mudanças no conselho de administração.

 

A AGE servirá para deliberar a destituição de Renato Carvalho do Nascimento e Rogério Paulo Calderón Peres das cadeiras de membro do conselho. No lugar, propõe-se a eleição do próprio Michael Klein e de Luiz Carlos Nannini.

 

Importante destacar que Renato Carvalho atua como atual presidente do conselho, dessa maneira, Klein poderia assumir a posição. Filho de Samuel Klein, fundador da varejista, Michael tem grande ligação com a empresa.

 

Ainda, pede-se a deliberação de Nannini como membro independente do conselho e autorização para os administradores adotarem todas as medidas necessárias à efetivação das deliberações.

 

O Grupo Casas Bahia afirma que o pedido está em análise pelos seus órgãos competentes e, uma vez cumpridos os requisitos aplicáveis, a companhia convocará a AGE, dentro do prazo legal.

 

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Casas Bahia nos holofotes

 

As ações da varejista chamam a atenção pelo seu desempenho no primeiro trimestre de 2025. Em meio a um cenário macroeconômico desafiador e com cautela por parte de analistas do mercado, a companhia acumula alta superior a de 200% em 2025, até a última segunda-feira (31).

 

Apenas em março, as ações da varejista triplicaram, com uma forte movimentação de pessoas físicas.

 

O varejo é um setor cíclico sensível ao atual cenário macro brasileiro, com uma taxa básica de juros (Selic) em 14,25%, podendo chegar a 15% ainda este ano, conforme estimam economistas. Somado a isso, oito recomendações de analistas para Casas Bahia compiladas pelo TradeMap mostram que seis são neutras e duas de venda.

 

Ainda assim, a companhia dispara mais de 240% nos primeiros três meses de 2025, o que é atribuído a um short queeze, movimento caracterizado pela rápida alta de uma ação, forçando os investidores que apostaram na queda do preço do ativo (chamada venda a descoberto) a recomprarem os papéis para conter a perda. É justamente essa recompra que impulsiona ainda mais a disparada da ação.

 

Fonte: moneytimes.com.br

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