Pratica-se o modelo de perde-perde e sem perspectiva de mudança
ouça este conteúdo
|
readme
|
A edição desta segunda-feira do programa 10 Minutos com Ari Bruno Lorandi traz questões que já são velhas conhecidas da indústria de móveis no quadro Cá Entre Nós. Lorandi relembra: “Concordamos que se produz demais para o consumo, mas trabalhamos quase nada para estimular o aumento do consumo”. A partir daí o apresentador faz uma análise sobre o mercado de móveis no Brasil e a oferta cada vez maior de produtos, ou seja, empresas entrando em mercados que já está sobrando oferta e ainda não se deram conta de que outras devem sair para que elas consigam conquistar uma fatia do público.
“Esse é um lado da situação. O outro, que também não colabora para virar a chave, é o varejo. Pratica-se um modelo de perde-perde o tempo todo. Ter o menor preço é a receita mágica, mas só tem os menores preços os piores produtos.
Há 20 anos as famílias gastavam com móveis dois por cento de sua renda, hoje não chega a 1 e meio. Por que isso aconteceu? Porque elas estão comprando por menos.
“Um dos pontos cruciais que quero abordar é a presença dos clientes nas lojas. Cada vez que um cliente entra pela porta, temos uma oportunidade única em nossas mãos. Não se trata apenas de vender um produto, mas de criar uma experiência memorável. É fundamental aproveitar ao máximo esse momento, oferecendo um atendimento excepcional, que mostre aos clientes que eles estão fazendo a escolha certa”, reflete Lorandi.
O comentário completo você confere no vídeo acima.
Entrevista
Durante sua participação na Yes Móvel Show São Paulo Export, Ari Bruno Lorandi gravou uma entrevista especial com Marco Otávio, diretor e sócio da Pro Colchões, que falou sobre os 85 anos da marca Probel e da importância de lojas exclusivas para comercializar colchões.
Notícias
Continuando a falar sobre os balanços apresentados no mês de março, Ari Bruno Lorandi analisa os resultados da Westwing. A varejista conseguiu reduzir o prejuízo pela metade em 2024, e ainda reportou a maior participação de vendas de móveis desde 2017, com um aumento de 3,5%. O crescimento da categoria demonstra o impacto da estratégia muito impulsionada pelas parcerias com especificadores. A Receita líquida de R$ 167,7 milhões representa 14,7% de queda sobre 2023 e o resultado líquido registrou prejuízo de R$ 25,5 milhões, uma queda de 52,4% na comparação com 2023.
Por seu lado, a Unicasa viu o faturamento aumentar e seu lucro líquido diminuir no ano passado. O faturamento de R$ 268,8 milhões foi 2,6% maior que o de 2023. O resultado positivo se deve principalmente às exportações que subiram 26,3% e as lojas exclusivas com alta de 0,4% no ano. O lucro líquido da Unicasa em 2024, de R$ 12,5 milhões, foi 17,9% menor que o alcançado em 2023.
Comentários